Um dos alvos é Marcelo Sereno, ex-assessor do ex-ministro José Dirceu. Os demais procurados são operadores financeiros que enviaram recursos para o exterior, bem como beneficiários da propina, em prejuízo do fundos. Não há políticos com mandato entre os alvos.
A chamada Operação Rizoma, que conta com a participação do Ministério Público Federal (MPF), investiga os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, por meio de investimentos malsucedidos que geraram prejuízos aos fundos de pensão Postalis, dos Correios, e Serpros, do Serpro. As ordens são do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato, no Rio.
De acordo com a Polícia Federal (PF), valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior, gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes.
Ainda segundo a PF, depois de receber os recursos desviados, o operador financeiro pulverizava o dinheiro em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.
Segundo a Polícia Federal, o nome da operação, Rizoma, na botânica, refere-se a uma espécie de caule que se ramifica sob a terra, numa referência “ao processo de lavagem de dinheiro e ao entrelaçamento existente entre as empresas investigadas”.
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