OPINIÃO: O “Plano D” da oposição para o governo do Estado; falta só combinar com Armando Monteiro - Antônio Carlos Holanda

segunda-feira, abril 16, 2018
A indefinição da oposição para sacramentar o nome que entrará em campo para o jogo da sucessão estadual em Pernambuco tem vários motivos. A disputa pelo comando do MDB, a prisão de Lula, a avaliação do governo Paulo Câmara e, finalmente, a posição estratégica do deputado federal e ex-ministro da Educação, Mendonça Filho, nesse xadrez político.

Os oposicionistas colocaram todo tipo de plano na mesa para encontrar o modelo ideal que contemplasse todas as forças, mas não deu certo. Plano A, B e C e não vingou essa união. Agora, a cartada final é o “PLANO D” de Democratas. Com a pré-candidatura a presidente da República de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, com a quinta maior bancada com 44 deputados federais, com Mendonça ocupando a vice-presidência nacional do DEM e tendo sido considerado um bom ministro da Educação, inclusive e especialmente para Pernambuco, a filiação do também ex-ministro do governo Temer, Fernando Filho, ao Democratas não foi por acaso.

Para o público uma alternativa diante da celeuma em torno do embate jurídico no MDB, mas nos bastidores a motivação do ingresso do filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) ao DEM seria a conclusão de um grande acordo costurado pelo ministro da Casa Civil, Carlos Marun, o presidente nacional do MDB, Romero Jucá, senador FBC e Mendonça Filho, com o aval do presidente Michel Temer, para o lançamento da candidatura de Fernando Filho a governador pelo Democratas. Esse “Plano D” foi a fórmula encontrada para compensar o senador Fernando Bezerra Coelho do desgaste da briga com Jarbas Vasconcelos pelo comando do MDB e consequentemente a inviabilização de uma possível candidatura sua ao governo, que seria o plano A. O senador Fernando está tanto fora dessa disputa que foi escolhido para compor, como integrante titular, a nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões de Crédito.

Todo encontro da oposição se cria a expectativa do lançamento do nome, mas sempre é adiado e o motivo se chama senador Armando Monteiro (PTB). O desafio deles agora é convencer Monteiro a ficar de fora da disputa e ir para o senado novamente. O problema é que Armando segurou a oposição sozinho durante esse tempo todo enquanto que os Bezerra Coelho só romperam quase no final do governo Paulo Câmara. Alguns aliados do projeto de Armando olham para o clã comandado pelo senador Fernando como uma família oportunista e que essa possível candidatura de Fernando Filho pelo DEM é um golpe em Armando Monteiro.

A avaliação deles é que Armando tem largada, mas não tem chegada, o que seria muito perigoso apoiá-lo para governador. Por outro lado, Fernando Filho foi um bom ministro de Minas e Energia, é jovem, representa o novo, pode fazer um contraponto a Marília Arraes (PT) e ao projeto de reeleição de Paulo Câmara.

Em tese, eles estão decididos pela candidatura de Fernando Filho (DEM) ao governo do estado e partem agora para o convencimento de Armando Monteiro (PTB) de que é melhor ele sair dessa disputa e compor a chapa ao senado com Mendonça Filho.

Artigo de opinião
Antônio Carlos Holanda

Diário do Grande Recife

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