De acordo com a Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE), mil pessoas participaram do evento, que teve início durante a tarde. A Polícia Militar acompanhou o ato, mas não divulga estimativa de público em atos públicos.
Segundo o presidente da CUT-PE, a mobilização marca um mês do assassinato de Marielle cobrando respostas sobre a autoria do crime. "Ela foi morta de uma maneira muito brutal e precisamos entender o que aconteceu", explica, citando, também, que o ato é em prol do ex-presidente petista. "Foi uma condenação sem provas", frisa.
A mobilização aconteceu na Praça da Independência, em frente à ocupação Marielle Franco, feita no dia 19 de março em um prédio desocupado. Composta essencialmente por mulheres e crianças, a ocupação busca homenagear a vereadora morta no Rio e reivindicar moradia na capital pernambucana.
"Existem cerca de 200 famílias nesse prédio chamando a atenção para o que aconteceu com Marielle e tomando ela como exemplo de uma pessoa que lutava pelas periferias. A voz dela não foi calada com o assassinato e vai continuar ecoando", conta a coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de Pernambuco, Jô Cavalcanti.
No local, representantes de partidos políticos e da sociedade civil exibiram faixas e cartazes em homenagem a Marielle e a Lula. Presente no local, a militante Raísa Rabelo tatuou, durante o ato, as palavras 'Lula Livre' em seu tornozelo esquerdo. "Fiz isso para me lembrar da injustiça que está sendo cometida no país. É direito de cada brasileiro lutar para que a Constituição de 1988 seja respeitada, independentemente da posição política", afirma.
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Militante Raísa Rabelo tatuou, durante o ato, as palavras 'Lula Livre' em seu tornozelo (Foto: Marina Meireles/G1)
Além de uma roda de conversa sobre direitos das mulheres, a ação também promoveu um ato ecumênico, intercalado de falas políticas e atividades culturais. "Vivemos numa ditadura velada e viemos aqui para denunciar esse atentado à democracia e à vida de Marielle", comenta, ao distribuir cartazes com o rosto do ex-presidente durante o ato, diz a médica Andréa Campigotto.
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Médica Andréa Campigotto distribuiu cartazes durante manifestação no Recife (Foto: Marina Meireles/G1)
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De acordo com a CUT, ato no Recife reuniu cerca de mil pessoas (Foto: Marina Meireles/G1)
Rua da Aurora
Ainda na tarde deste sábado, uma roda de poesia organizado pelo grupo Slam das Minas de Pernambuco também lembrou a morte de Marielle. Cerca de 100 pessoas ouviram discursos e cobraram celeridade na apuração do assassinato da vereadora, na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro, região central do Recife.
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Grupo de poesia formado por mulheres cobrou apuração mais rápida sobre o assassinato de Marielle Franco (Foto: Luna Markman/TV Globo)
G1


