O enterro aconteceu por volta das 17h, após um cortejo de amigos e parentes - a maioria vestida de branco - sair do velório no Terreiro de São João, também em Águas Compridas, percorrendo o bairro até o cemitério. Mestre Afonso foi velado e sepultado ao som de toadas africanas e rufar de alfaias, numa cerimônia emocionante.
Pais de santo como Alexandre L'Omi L'Odò e Pai Ivo da Xambá, o terreiro Palácio de Iemanjá, os afoxés Ogum Toperinã e Alafin Oyó, e os maracatus Piaba de Ouro e Almirante do Forte foram algumas das entidades que marcaram presença no local.
Desde 1997, Mestre Afonso comandava o Maracatu Leão Coroado, o mais antigo em atividade em Pernambuco e declarado patrimônio cultural vivo de Pernambuco. Ele era casado com dona Janete, dama do Paço da agremiação, e deixa cinco filhos e dez netos, e mais três bisnetos a caminho.
"Meu pai morreu de uma forma muito bonita, sorrindo, junto da família, fazendo o que gostava", disse a filha Ana Cecíllia, descrevendo o infarto fulminante sofrido por ele durante cerimônia religiosa no terreiro, nesse domingo (15), aos 70 anos.
O Leão Coroado aguarda a finalização do axexê (cerimônia fúnebre realizada após o enterro de uma pessoa iniciada no candomblé), que deve durar sete dias, para depois definir os caminhos a serem tomados pelo grupo.
FolhaPE



