"O cidadão pode entrar no Juizado do Torcedor (Rua do Futuro, 99, bairro dos Aflitos, no Recife) e prestar queixa do ocorrido. É possível ingressar no Juizado da Fazenda Pública, contra o Estado, ou na Justiça Comum, também contra o Estado, já que ele responde pela Polícia Militar, o Sport e a Federação Pernambucana de Futebol, que é uma corresponsável. Os três respondem por isso. Há uma responsabilidade solidária nesse caso", explica Wilton Carvalho, defensor público do Estado.
"O torcedor pode alegar danos morais, por conta do constrangimento, danos materiais, pelo gasto que pode ter com médicos, fisioterapia e medicação. Há também a possibilidade de indenização por lucros cessantes. Isto é, se ele for um profissional, um motorista de táxi, por exemplo, pode ser impedido de trabalhar a ganhar sua renda. Caso seja um cabeleireiro, trabalhe numa barbearia, e tenha quebrado a mão, pode requerer também uma compensação", detalha Wilton Carvalho.
O promotor do Juizado do Torcedor, José Bispo, prometeu uma investigação para apurar se houve excesso da polícia no incidente. "Tudo deve ser esclarecido. Solicitamos o inquérito para saber como tudo aconteceu. Quais torcedores provocaram a confusão? E esse sinalizador? Até agora ninguém o encontrou”, reclamou Bispo. “Temos a Federação Pernambucana (de Futebol) com responsabilidade objetiva, os clubes também com essa responsabilidade, e a polícia com responsabilidade pela segurança. Vou requisitar os vídeos do Sport e da imprensa", assegurou.
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