Da tribuna da Câmara, o parlamentar alagoano subiu o tom das críticas ao governo Temer, ao afirmar que vê o Congresso acocorado por ter votado a proposta do Palácio do Planalto. E ainda questionou “para onde foi o dinheiro” previsto para as Forças Armadas concretizar a “mudança drástica” esperada pela população do Rio.
“Defendo e votei a favor da intervenção no Rio de Janeiro, como seria pacífico à intervenção em qualquer estado brasileiro. Mas o que é que está acontecendo com essa intervenção? Está lá o Exército dizendo que não tem dinheiro. Está aqui o Congresso Nacional acocorado porque votou a favor da proposta que veio do Palácio do Governo. Está a população do Rio de Janeiro sem sentir até agora nenhuma mudança drástica. Para onde e por que não foi o dinheiro para atender as necessidades das Forças Armadas?”, questionou Arthur Lira.
O Líder do Progressistas ainda pedirá explicações por escrito ao ministro Moreira Franco sobre os recursos que devem chegar ao Rio de Janeiro.
“Precisamos que o dinheiro chegue. As Forças Armadas não podem funcionar, a intervenção não pode se desmoralizar e o ministro Moreira Franco possivelmente vai ter que dar explicações porque eu cobrarei, inclusive, por escrito", disse o líder do blocão da Câmara.
CASO MARIELLE
No mesmo discurso, Arthur Lira lembrou dos assassinatos de dois vereadores do município de Batalha, no Sertão de Alagoas, entre novembro e dezembro de 2017, ao lamentar a morte da vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, Marielle Franco. Ele classificou o fato como absolutamente lamentável e destacou a necessidade de reação de toda a sociedade, em especial do poder público, que precisa adotar medidas efetivas para mostrar soluções.
“No meu estado, em menos de dois meses, dois vereadores foram trucidados na cidade de Batalha e não houve repercussão nacional. O meu estado de Alagoas é o estado de maiores índices de violência urbana, tanto na capital quanto no interior, e não repercute no cenário nacional”, disse o parlamentar, ao citar as mortes de Tony Pretinho (PR) e Neguinho Boiadeiro (PSD).
DIÁRIO DO PODER



