"Fomos atualizar ele (Temer) da situação do MDB já que houve um fato novo, que foi um novo pedido de dissolução. Fomos conversar, mostrar o quanto isso era inaceitável, que não desrespeitamos em nada o estatuto do partido e que os argumentos do segundo pedido são iguais ao primeiro. Não é verdade que impedimos a entrada do senador, pelo contrário, o recebemos de braços abertos. Pedimos que o presidente cumpra o papel para evitar que essa violência se realize", contou Raul Heny
Após o relato, de acordo com Raul Henry, o presidente teria respondido que iria ver o que era possível fazer no caso. "Ele deu a resposta que esperávamos. Ele foi muito cordial, muito gentil, atencioso em marcar a audiência imediatamente após solicitarmos. E nós queremos cumprir todas as etapas porque é uma história de mais de 50 anos que está em jogo e vamos lutar até o fim", afirmou o vice-governador. Apesar de ter sido presidente nacional do partido e ter relação estreita com o atual presidente, Romero Jucá, no primeiro encontro, Michel Temer teria informado a Raul e a Jarbas que não tinha conhecimento do processo de dissolução no estado.
Na última segunda-feira, o grupo ligado a Raul Henry obteve uma vitória na Justiça contra o grupo de Bezerra Coelho. É que o segundo pedido de dissolução protocolado pela Nacional foi suspenso por uma decisão do juiz Otoniel Ferreira dos Santos, 26ª Vara Cível da Capital. Na sentença, o magistrado reconheceu que “o cerne da questão estaria na legitimidade ou não do procedimento de dissolução, questão que será apreciada com a devida instrução processual” e que o pedido de paralisação do processo seria congruente.
A conquista da defesa do vice-governador, no entanto, pode estar ameaçada porque Fernando Bezerra Coelho entrou com uma ação na semana passada, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para assegurar a autonomia da Executiva Nacional em tomar decisões interna corporis. O parlamentar acredita que a iniciativa vai por fim à queda de braço e ele espera que isso aconteça até a próxima semana. Segundo o advogado da Executiva Nacional, Renato Oliveira Ramos, o TJPE tem três dias para se pronunciar sobre a reclamação feita no TSE.
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