O homem foi levado a um hospital particular do Recife, onde foi submetido a exames. De acordo com a unidade de saúde, ele não corre risco de vida.
Segundo policiais que estiveram no local, uma análise inicial do espaço em que ocorreu o atropelamento indica que o veículo estava acima da velocidade permitida no trecho. “Não posso precisar porque ainda é preciso fazer cálculos de velocidade, mas a distância do impacto inicial até o local em que estava a bicicleta é um indicativo de que o carro estava acima de 60 quilômetros [por hora]”, afirma o perito Alcides Buarque.
Pedalando no momento do acidente, o professor de educação física Ricardo Souto viu quando a colisão aconteceu. “Vi quando o ciclista foi arremessado e caiu no asfalto, enquanto o carro branco continuou a se locomover e parou a uns 100 metros do local da colisão”, conta.
Ainda segundo a perícia, uma garrafa de cerveja vazia foi encontrada dentro do carro. Segundo os agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) que estiveram no local da ocorrência, o motorista apresentava sinais de embriaguez.
“Ele apresentava odor etílico e a fala estava um pouco enrolada. Quando fizemos o teste de alcoolemia, ele tentou assoprar e sugar o canudo e, depois da orientação que dei para que ele fizesse da forma correta, ele se recusou a fazer”, explica o agente de trânsito Luiz Paulo da Silva.
O caso foi levado à Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O advogado do motorista do carro esteve no local, mas não quis gravar entrevista. De acordo com a polícia, o dono do carro, que estava no banco dianteiro do passageiro, pode responder por desacato a autoridade e por ter entregue o veículo a uma pessoa embriagada. O motorista deve responder por alcoolemia.
G1PE



