Tillerson foi questionado em um evento na Universidade do Texas, antes de uma viagem por cinco países da América Latina, sobre se a saída de Maduro é necessária ou se os Estados Unidos desempenhariam um papel nisso.
"Não defendemos uma mudança de regime ou a retirada do presidente Maduro. Defendemos que eles retornem à Constituição", respondeu Tillerson. No entanto, em seguida mencionou a possibilidade de que forças internas possam tomar ação, apesar de não dar evidências de essa ideia ser respaldada pela Inteligência americana.
"Na história da Venezuela e na história de outros países da América Latina, muitas vezes são os militares que lidam com isso", afirmou. "
"Quando as coisas vão tão mal que a liderança militar entende que não pode mais servir aos cidadãos, eles vão tentar uma transição pacífica", disse. E então acrescentou: "Se isso acontecerá nesse caso ou não, eu não sei".
O governo de Maduro, que é aliado de Cuba, diz que luta contra uma conspiração da direita liderada pelos EUA para acabar com o socialismo na América Latina, prejudicar a economia da Venezuela e roubar sua riqueza em petróleo.
“Maduro deve voltar à sua Constituição e segui-la”, afirmou Tillerson, acrescentando que caso a situação fique muito ruim para ele, “tenho certeza que ele tem alguns amigos em Cuba que podem lhe dar uma bela mansão na praia”.
G1



