Gringo, como é conhecido, tinha sido alvo de três operações de repressão qualificada, nos últimos anos. Em todas as ocasiões, conseguiu a liberdade. “A captura é um troféu para a gente”, Acrescentou Rodrigues, em entrevista concedida nesta quarta-feira (28).
Edney foi preso na terça-feira (27), em Olinda, e seguiu para o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana. Com ele, a polícia capturou duas pessoas suspeitas de integrar a quadrilha: Luana Mendonça dos Santos, de 18 anos, e Anderson Silva dos Santos, conhecido como Negão, de 29 anos.
Luana foi presa em Olinda, na manhã desta quarta. Ela será levada para a Colônia Penal Feminina, no Recife. A captura de Anderson correu na Boa Vista, na área central do Recife, na terça. Ele foi para o Cotel.
Os três, segundo Gilmar Rodrigues, têm ligação com a morte de um comparsa, em 6 de fevereiro deste ano, na Ladeira dos 13, em Olinda. “Jeferson, conhecido como De Pano, foi morto em uma emboscada”, disse Gilmar Rodrigues.
Segundo o policial, a morte do comparsa aconteceu por causa de um desentendimento entre a vítima e a chefia da quadrilha. E tudo começou por causa de uma problema envolvendo o relacionamento amoroso entre Luana e um rapaz chamado Bruno, que está sendo procurado pela polícia.
“Bruno prometeu casar com Luana, mas começou a sair com Jeferson. Eles estaria, segundo ela, gastando o dinheiro da quadrilha com bebidas e mulheres. Luana foi até Gringo e pediu que ele mandasse matar Jeferson”, afirmou o delegado.
Comando
Gilmar Rodrigues afirmou que Edney mantinha alto padrão de vida. A polícia descobriou que ele possuía um cavalo caro e vários imóveis. "Ele cuidava dos gerentes do tráfico. É um empresário do crime, que terceirizava as mortes", comentou.
O delegado ressaltou que o preso é considerado o dono do bairro de Águas Compridas. "Também atuava no Alto do Sol Nascente, Córrgego do Abacaxi e Alto da Bondade, além da área da Avenida Presidente Kennedy, em Peixinhos", acrescentou Rodrigues.
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