A ação chama atenção pela demora do Executivo em tratar da pauta da campanha salarial educacional 2018. De acordo com o diretor do Sintepe João Alexandrino, o
documento com as reivindicações foi entregue ao Governo do Estado no dia 22 de dezembro de 2017. "O piso salarial ajustado em 6.81% já foi aprovado desde janeiro deste ano, o que precisa é ser regulamentado aqui", comentou.
O presidente do Sintepe, Fernando de Melo, alerta que, por se tratar de um ano eleitoral, o Governo tem ate seis meses antes da eleição para tratar de reajuste salarial. "O governador marcou uma negociação no dia 8 de março, mas, no entendimento eleitoral, isso significa que o prazo para discussão é até 7 de abril. Isso é pouco tempo, pois, para regulamentar, precisava passar nas comissões da Assembleia, ser aprovado em plenário e depois voltar para o Executivo. Precisamos que se cumpra a lei federal", afirmou Melo.
Segundo o Sintepe, foram elencados 30 pontos de discussão, entre eles o Plano de Cargos e Carreiras que ainda está na primeira fase, melhores condições de trabalho, no caso específico da educação prisional, onde os trabalhadores alegam que trabalham acima da carga horária, e um passivo retroativo do Pasep para os aposentados. "Isso já foi autorizado pela justiça, tem aposentado morrendo sem receber esse retroativo", criticou o diretor do Sintepe.
Sobre o indicativo de greve da categoria de ensino, Fernando de Melo sinaliza que, caso as negociações não avancem, "será necessária uma atitude mais enérgica e a
greve é uma ferramenta para isso", afirmou, informando que uma assembleia será realizada no próximo dia 12 no Teatro Boa Vista.
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