Operação combate crime ambiental às margens de lagoa em Olinda

quinta-feira, fevereiro 22, 2018
Uma operação integrada foi realizada nesta quinta-feira (22.02) para demolição de construção clandestina nas margens da Lagoa da Artol, entre os bairros de Jardim Brasil I e Jardim Brasil II. Seguindo recomendação do Ministério Público de Pernambuco, a ação contou ainda com remoção de cercamento irregular e notificação de outras construções.

Foram aproximadamente 60 pessoas envolvidas, com técnicos da Secretaria de Meio Ambiente Urbano e Natural; Serviços Públicos; Controle Urbano; Guarda Municipal; Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (CIPOMA); Defesa Civil; Procuradoria Municipal. Além do suporte de equipamentos e máquinas para a realização da atividade.

O aterro e as construções irregulares nas margens das lagoas constituem crime ambiental. No dia a dia da cidade é um perigo e uma ameaça constante, pois a água da chuva fica sem o escoamento natural e enchentes são provocadas. Fora o lixo jogado dentro. Doenças e transtornos para população. No caso da Lagoa da Artol, o secretário de Meio Ambiente Urbano e Natural, André Botelho, explica que parte da área já foi aterrada.

"É um crime e estamos atentos atuando para impedir novas irregularidades. A demolição de hoje e as notificações são neste sentido. Causa muito dano ao meio ambiente e para população, sobretudo no tempo das chuvas. A água fica sem ter para onde ir", explicou.

Uma cerca demarcando área para novas construções também foi removida e outras casas foram notificadas sobre a irregularidade da situação. O procurador municipal Felipe Brito Silva pontuou que este é um trabalho constante.

"Outras notificações já foram realizadas em momentos passados. As pessoas sabem que não podem fazer esse tipo de intervenção. É terreno público, área que precisa ser preservada", colocou o procurador, que acompanhou toda ação.



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