"Constatamos que os combates continuam enquanto falamos, o que torna impossível enviar ajuda", afirmou Jens Laerke, porta-voz do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) das Nações Unidas em Genebra. A agência oficial Sana informou que foguetes foram lançados pelos rebeldes contra os corredores humanitários perto de Al-Rafidain para impedir a saída dos civis da região.
Uma trégua humanitária diária de cinco horas decidida pela Rússia, aliada do governo de Bashar al-Assad, deveria entrar em vigor nesta terça-feira na Síria, em particular no reduto rebelde de Ghuta Oriental, área sitiada pelo exército governamental e submetida a intensos bombardeios que mataram mais de 560 civis em nove dias.
Moradores de Ghuta Oriental, último reduto rebelde nas proximidades de Damasco, afirmavam antes mesmo dos novos ataques que a trégua é puro teatro. "Esta trégua é uma farsa. A Rússia nos mata diariamente e nos bombardeia todos os dias", afirmou Samer al-Buydani, morador da cidade de Duma.
"Não tenho confiança para sair com minha família de Ghuta Oriental através dos corredores humanitários", disse. "Se aceitar que tenho que sair, serei colocado imediatamente no exército para lutar contra outros sírios", afirmou Al-Buydani.
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