De acordo com levantamento realizado pelo portal de estatísticas Sr. Goool, até o último dia 2 de fevereiro, o Campeonato Pernambucano era apenas o 14º Estadual do País no ranking de comparecimento de torcedores. A média de público registrada na referida data era de apenas 1.308 espectadores por partida. Números que mostram o quão distante está a ideia de "maior campeonato da história". Quem lidera o índice é o Paulistão, com média de 7.921 espectadores por jogo. Logo atrás, vem o Campeonato Mineiro, com média de 6.100. Até aí, normal. São torneios com times mais afortunados. O grande problema é que até estaduais de menor tradição estão atraindo mais pessoas do que o Pernambucano na atual temporada.
O Campeonato Goiano tem média de 2.900 torcedores por jogo. O Paraibano, de 2.741. Até os estaduais de Alagoas (média de 1.532) e do Rio Grande do Norte (1.501) estão à frente do Pernambucano. Outro dado curioso apontado pelo portal, é que o total de público que compareceu aos jogos do Estadual-2018, seria incapaz de lotar a Arena de Pernambuco. Afinal, o estádio de São Lourenço da Mata comporta cerca de 46 mil pessoas, e, até o início deste mês, o público total do campeonato era de pouco mais de 33 mil espectadores. Em condições normais, seria um número preocupante. Todavia, de acordo com Evandro Carvalho, não há motivos para surpresa. Pelo contrário, o público baixo já era até esperado.
"Está dentro da normalidade. Nós temos aí os clubes grandes jogando no interior, com estádios com capacidade reduzida, por conta da segurança, dos laudos da Polícia Militar e vamos ter um clássico agora, neste sábado. A partir dos clássicos (vale lembrar que Sport e Náutico já se enfrentaram) agora na primeira fase, e das oitavas, há a expectativa de incremento de público", avalia. "As empresas de consultoria já previam esse público. Nem maior, nem menor. Já tínhamos uma projeção de público e há o hábito que vamos levar muito tempo para quebrar, que foi o Todos com a Nota (programa do Governo do Estado que subsidiava ingressos). A previsão é de que, a partir de 2019, com dez clubes, teremos mais clássicos, com mais público", acredita.
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