O documento avalia que a retomada do crescimento foi iniciada em 2017, após oito trimestres consecutivos de queda. "Espera-se que o crescimento fique mais forte em 2018 e 2019", aponta o relatório. "Pressupondo a implantação de uma parte substancial dos atuais projetos de reforma, a confiança e as condições de crédito facilitadas darão apoio ao investimento."
As projeções da entidade para os investimentos são de 2,5% este ano, após registrar 2,5% negativos em 2017, e de 2,7% no ano que vem. O consumo privado deve avançar 3% neste ano e 2,5% no ano que vem e a taxa de desemprego deve recuar dos 12,7% em 2017 para 11,2% em 2018 e 9,4% em 2019.
Essas projeções, no entanto, correm o risco de não se concretizarem se não forem seguidas à risca medidas na área fiscal. "Se o novo teto de gastos não for seguido, uma dinâmica fiscal insustentável poderia reduzir a confiança e disparar a volta da recessão", alerta.
O documento alerta também para as dificuldades de manutenção do crescimento sem a reforma da Previdência, "sem a qual a regra de gastos não será cumprida no médio prazo". "Será a prova dos nove para a capacidade das autoridades de implantar mais reformas estruturais."
DIÁRIO DO PODER



