COTADO PARA O GOVERNO PAULISTA, DORIA PROPÕE PRÉVIAS DO PSDB EM MARÇO

quarta-feira, fevereiro 07, 2018
O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), defendeu nesta quarta-feira, 7, em reunião da Executiva do PSDB, a unificação das datas das prévias estadual e nacional do partido em 4 de março. A sugestão interessa ao tucano porque ele deve se descompatibilizar do cargo de prefeito da capital paulista para concorrer ao governo do Estado.

As prévias nacionais do PSDB já estavam marcadas para o dia 4 de março desde o ano passado, mas como o prazo de descompatibilização eleitoral é em 7 de abril, o prefeito de São Paulo sugeriu que o partido realize as prévias tucanas para o governo do Estado em março.

Doria nega que o motivo seja sua suposta intenção de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. "Isso (candidatura ao governo do Estado) não está em discussão. Estamos tratando das prévias no campo nacional. Nossa posição é pró-Geraldo Alckmin. Quanto mais cedo (as prévias), melhor. Não é o momento ainda (de decidir se vai ser candidato ou não). Nossa avaliação é fortalecer o PSDB", afirmou.

A proposta de Doria teve apoio de parte dos deputados tucanos na reunião, mas enfrentou posição contrário de outra ala do partido, vocalizada pelo ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que tem rivalizado com Doria publicamente.

Na entrevista aos jornalistas, após a reunião, Doria justificou que sua posição tem relação com a formação de alianças e evitou responder se será candidato ou não. "São Paulo é o maior colégio eleitoral. Um colégio que pode decidir uma eleição. (Com prévias unificadas) você também estabelece um campo de ação para o candidato eleito", disse.

Como houve divergências sobre a unificação das datas, a proposta de Doria ainda vai ser analisado pelo partido. Além dele, o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, também almeja representar o PSDB como sucessor de Alckmin no governo.

CRÍTICA A LULA

Doria voltou a criticar o ex-presidente Lula quando questionado sobre a condenação do petista na Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). O prefeito de São Paulo foi perguntado se continuaria utilizando a estratégia de rivalizar com Lula, mesmo após a decisão da Justiça.

"Não acredito que alguém com uma condenação e cinco processos não vá cumprir um tempo na prisão. Eu como cidadão e como brasileiro quero ver o Lula na prisão", disse.




DIÁRIO DO PODER

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