Em decisão tomada na última quarta-feira (21), a CIDH pediu às autoridades que tomem ações para "garantir a vida" dos menores, assegurando seu acesso a remédios e cobrindo suas "necessidades nutricionais", disse à AFP a advogada Katherine Martínez, diretora do voluntariado "Prepara Família".
A medida beneficia os pacientes da unidade de nefrologia pediátrica do hospital público JM de los Ríos, na capital Caracas, acrescentou Martínez, cuja organização os representa. O JM de los Ríos atende 60 pacientes na consulta de nefrologia pediátrica, além de ter praticado cerca de 250 transplantes, detalhou a defensora de direitos humanos.
O mais urgente, segundo Martínez, é conseguir o acesso aos imunossupressores que só são entregues nas farmácias de alto custo do Seguro Social. "Pela falta de fármacos para evitar a rejeição, foram suspensos em junho de 2017 os transplantes de rim", ressaltou.
Cerca de 3.500 transplantados estão em risco de perder seus órgãos na Venezuela pela escassez de remédios, segundo a ONG Codevida. A Federação Farmacêutica afirma que a falta de drogas para tratar afecções crônicas (como as que sofrem cerca de 16.000 pacientes dependentes de diálise) é de 95%.
Representes do Cecodap, uma das ONGs que impulsaram o recurso frente à CIDH, informaram ao ministério da Saúde sobre as medidas cautelares. No entanto, o governo costuma criticar essas decisões, por considerar que a CIDH e a Corte Interamericana de Direitos Humanos são "instrumentos do imperialismo".
Na última terça-feira, cerca de 20 pais protestaram em frente ao hospital para exigir remédios para seus filhos.
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