Ao todo, 200 catadores foram cadastradas numa parceria com a Prefeitura de Olinda. Elas trabalhavam nas ladeiras da Cidade Alta, e levavam o lixo recolhido para duas bases de recolhimento que foram instaladas na Praça do Carmo, bem perto do foco da folia. Já no momento da entrega, o lixo é pesado e o catador é pago. O quilo de latinhas vale R$ 3,20, enquanto o quilo de plástico vale R$ 0,50 e o de papel ou papelão sai por R$ 0,20.
O valor recebido pelos catadores varia muito. Segundo o coordenador da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis (Coocencipe), Luiz Mauro Paulino, a média é de R$ 480, mas alguns dos trabalhadores chegaram a arrecadar cerca de R$ 800 por dia.
"Nesse ano, tivemos muitos catadores, mas também tínhamos mais foliões, então tinha latinha para todo mundo que estava trabalhando. Foi um carnaval muito bom", apontou Paulino.
Cada saco utilizado tem cerca de 60 quilos de material reciclável, mas os catadores recolhem vários sacos por dia. "Trabalhamos 24 horas nas ladeiras, e esse 'extra' é muito bom para as famílias", explica a presidente da Coocencipe, Edileide Amaral.
Depois de recolhido, o lixo é coletado por empresas que fazem convênio com a cooperativa. Além da Secretaria de Meio Ambiente de Olinda e da Secretaria de Planejamento Ambiental, a Coocencipe e a Associação dos Recicladores de Olinda (ARO) também participaram do trabalho de coleta.
G1PE



