Quatro famílias moravam nas residências e foram surpreendidas pelo estouro da tubulação. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. A Compesa informou em nota que os imóveis foram construídos irregularmente sobre as tubulações e próximos a um reservatório responsável pelo abastecimento de 150 mil pessoas na região.
O dono das casas, Jadir Teixeira, informou à reportagem da Rádio Folha 96,7 FM que não sabia da existência do cano-mestre no local. "O cano estourou de repente umas 5h40 e uma inquilina minha, que mora embaixo, ficou com a água pelo pescoço. Meu irmão conseguiu arrombar a porta e tirar ela de lá com uma criança no colo. A nossa sorte é que não teve nenhuma vítima fatal". Segundo Jadir, a Compesa chegou ao local apenas duas horas depois, mas prometeu amparar as famílias.
"A Compesa se responsabilizou de alugar quatro imóveis para as famílias para poder amparar a gente. Estamos esperando eles resolverem, pois é tudo responsabilidade deles", disse. A Defesa Civil de Olinda também foi acionada e fez uma vistoria rápida no local. "Eles disseram que vão interditar o imóvel e que não tenho condições de recuperá-lo. Inclusive a casa do meu irmão, que é ao lado, vai ser também interditada, pois pode ceder a qualquer momento", completou Jadir.
Em nota, a Compesa afirmou que assim que os técnicos tomaram conhecimento do ocorrido, fecharam os registros para conter a água. "Equipes técnicas e social foram ao local do acidente para prestar toda a assistência aos moradores atingidos. Esses profissionais estão providenciando a remoção das famílias prejudicadas e adotando os procedimentos de coleta de dados e fotografias para a abertura do processo jurídico para o pagamento dos prejuízos aos moradores".
A empresa disse ainda que a área técnica já está adotando as providências necessárias para o início dos reparos da tubulação e assim retomar a distribuição de água para Jardim Atlântico e parte dos bairros de Rio Doce e Jardim Fragoso, que tiveram o abastecimento suspenso. Ainda não há condições, neste momento, diz a Compesa, de informar a previsão para a conclusão dos trabalhos.
O engenheiro da Defesa Civil Anderson Borba apresentou o laudo da vistoria. "Foram duas casas atingidas. Uma infelizmente temos que condenar, pois não tem condições de recuperação da estrutura, nem manutenção. A segunda ainda tem possibilidade de recuperação", afirmou.
Susto
A inquilina Mirian Maria de Oliveira contou como aconteceu. "Eu não sei bem como aconteceu, porque estava dormindo. Me acordei com aquela explosão, não sabia nem o que era. Quando coloquei os pés no chão, a água já tinha inundado a casa toda. Não tinha vazão, a água encheu muito rápido. Corri para o quarto do meu menino, desliguei a energia. O guarda-roupa tinha virado e a água continuava subindo. Chegou no meu pescoço, machuquei minha mão batendo em um vidro", relatou.
Mirian diz como fez para tentar salvar sua vida e do seu filho. "Eu não sei nadar e ele ia morrer também. Coloquei ele em cima do sofá, que tava boiando e saí batendo no vidro para quebrar e a água sair um pouco. A água era muito forte, tanto que abriu uma cratera enorme no meio da sala. Se eu não morri, foi primeiramente Deus, e por causa do vizinho que abriu a porta com uma marreta. A casa já tinha cedido. Eu tentei abrir a porta, mas não consegui e ele abriu com a ferramenta", finalizou.
Mirian diz como fez para tentar salvar sua vida e do seu filho. "Eu não sei nadar e ele ia morrer também. Coloquei ele em cima do sofá, que tava boiando e saí batendo no vidro para quebrar e a água sair um pouco. A água era muito forte, tanto que abriu uma cratera enorme no meio da sala. Se eu não morri, foi primeiramente Deus, e por causa do vizinho que abriu a porta com uma marreta. A casa já tinha cedido. Eu tentei abrir a porta, mas não consegui e ele abriu com a ferramenta", finalizou.
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