Pontualmente às 7h da manhã, um grupo modesto, formado por cerca de 20 pessoas, seguiu entrando pelas casas de moradores e turistas do sítio histórico acordando o pessoal. “Fazemos um trabalho de utilidade pública, já que entendemos que ninguém deve perder tempo dormindo durante o carnaval”, brinca a diretora de cerimonial, Geisa Lima, que há 10 anos faz parte do bloco.
Desde a formação original, Cheres Costa revela que tudo faz parte de uma grande brincadeira. "Desde o princípio, o bloco foi uma grande brincadeira entre mim e meus amigos Silas Ribeiro, Marcelo Laranjeiras e Cláudio Baiu. Não queríamos perder um minuto da folia”, lembra Costa.
Para a técnica de enfermagem Alexsandra Guedes, que há seis anos não perde por nada sair no bloco acordando o pessoal, a satisfação é imensa. “Não é fácil depois de um dia inteiro de farra, acordar cedo pra acordar o povo, mas apesar de praticamente não ter dormido de ontem pra hoje, poder aproveitar cada instante dessa alegria, não tem preço”, conta.
Se para quem faz parte da turma que acorda o povo é bom, a sensação de ser acordado e ainda maior. “ agora é continuar a brincar o carnaval”, revela o comerciante Tabira Marques, de 64 anos, um dos muitos acordados pela turma do A Corda, que fechou essa edição com mais de cem seguidores pelas ruas do sítio histórico da cidade alta.
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