Segundo a polícia, material genético de Denílson foi encontrado sob as unhas da vítima e na capa de um celular achado em um terreno baldio perto da residência dele. O crime ocorreu em 26 de dezembro de 2017, na casa da vítima.
O assassino confesso foi preso três dias depois. Ele está no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana, e deve ter a prisão provisória, já decretada, convertida em prisão preventiva.
De acordo com a delegada, Denilson afirmou, durante o interrogatório, que invadiu a residência de Marcela para roubar dinheiro que estava guardado. “Ela acordou e reagiu. Denílson contou com detalhes como desferiu os golpes de faca na vítima!”, acrescentou Fabiana Leão. Segundo a policial, ele disse também que tinha consumido álcool e drogas antes de praticar o latrocínio.
A delegada disse, ainda, que Denílson tem histórico de pasagens pela polícia por roubos e furtos. Ele tem no prontuário uma fuga da Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá, no Grande Recife. “Ele ganhou liberdade condicional em setembro de 2017, pouco tempo antes de praticar o crime contra Marcela”, comentou.
Com as provas contra Denílson, a polícia descartou o envolvimento de outras pessoas no crime. Logo após o assassinato, surgiram três linhas de investigação. A primeira seria uma vingança, motivada em razão de um primo da vítima ter praticado um homicídio na localidade.
A segunda seria um crime passional. Um suspeito, amigo da família, teria assediado a vítima na noite anterior ao crime. Um ex-namorado de Marcela também chegou a ser considerado suspeito. "Todas as hipóteses foram descartadas. Dois suspeitos foram levados para a delegacia e para a perícia. A análise descatou o envolvimento deles", declarou a delegada.
Cena do crime
O perito Diego Costa, do DHPP, informou que a cena do crime confirmou a extrema violência de Denilson. “Foi um crime brutal e bárbaro A vítima lutou muito para se defender”, informou.
Segundo ele, havia pegadas e sinais de que Denílson entrou pela janela. "Há evidências de que o corpo foi arrastado do quarto para a cozinha. Também fizemos uma perícia e descartamos qualquer indício de abuso sexual”, comentou.
A delegada Fabiana Leandro acrescentou que Denílson disse ter se arrependido depois de efetuar os golpes. "Ele arrastou o corpo para o banheiro para tentar reanimá-la", disse.
G1PE



