O novo superintendente da PF em Alagoas chefiou o Serviço de Repressão a Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal (SRDP), em sua sede, em Brasília. E em palestra recente no 3º Encontro Nacional sobre Cooperação para Prevenção e Combate à Corrupção, realizado pela Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, demonstrou o perfil que deve imprimir contra os crimes de colarinho branco, em Alagoas.
“A corrupção mata. Achar que o traficante da esquina é mais perigoso que o político corrupto é uma falácia. Político mata muito mais que bandido”, declarou o delegado Rolando Alexandre de Souza, em maio de 2017.
Com postura rigorosa comparável à de seu sucessor, o recifense Bernardo Gonçalves Torres comandou por dois anos e meio a PF em Alagoas. Sob seu comando, policiais e delegados federais deflagraram operações como a Sururugate, contra desvios de R$ 150 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas; e Sucupira e Correlatos, contra desvios de R$ 180 milhões na Secretaria da Saúde de Alagoas, no governo de Renan Filho (PMDB).
A mudança já eram esperadas e tambpem afetam as superintendências da PF em Santa Catarina, no Acre e na sede de PF, em Brasília. Todas decorrentes dos ajustes coordenados por Fernando Segóvia, que assumiu a direção-geral da PF, em novembro de 2017.
DIÁRIO DO PODER



