A menina vai receber tratamento home care. Embora não tenha acordado ainda nos quase 60 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, ela atende a estímulos automáticos. Está comendo de colher e tomando líquidos pastosos por meio de canudo. O complemento da alimentação pra que não fique desnutrida é feito por meio de gastrostomia.
Marcelinha ficará em home care até o plano liberar a solicitação pra que ela coloque uma prótese do crânio, o que deverá ser feito daqui a dois ou três meses. Em casa, ela receberá atendimento de fonoaudiólogo e fisioterapeuta. Ainda não se sabe como a menina responderá após essa cirurgia de colocação da prótese. É depois do procedimento que será possível identificar se Marcelinha irá desenvolver as funções motoras e cognitivas.
"Clinicamente falando, Marcela está bem melhor. O manuseio dela é bom, os estímulos automáticos estão bons e não está em estado vegetativo", disse a equipe médica. Durante o discurso do pai de Marcelinha, o advogado Miguel Arruda da Motta Silveira, agradeceu o apoio das pessoas, da equipe médica do Hospital da Restauração e Hospital Santa Joana.
Ele disse que vem recebendo diariamente mensagens de apoio e de solidariedade de grupos de oração e por meio de redes sociais. Preferiu prender-se a esse lado e não falar sobre inquérito policial ou opinar sobre a Justiça. Mas ao ser perguntado se ele atenderia ao pedido de perdão do pai do rapaz que causou a tragédia, Miguel foi enfático: "Quem pode julgar é Deus. Eu não estou aqui para perdoar nem julgar ninguém. Não sei a relação de pai para filho que ele tinha, a educação que ele dava. Posso falar de mim como pai. Mas tenho certeza de que ele cada um carregará uma cruz disso. Mas a que ele vai carregar sera uma cruz mais leve que a minha", informou.
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