Além da falta de segurança, as reivindicações da categoria incluem pedidos por melhorias nas estruturas físicas das unidades, aumento salarial, readequação de novos profissionais e uma política de abastecimento de medicamentos e utensílios básicos para o atendimento.
O Simepe alega a falta de diálogo do governo e a previsão é que se estenda para os próximos dias. “Não adianta o prefeito estar aberto a escutar se ele não faz nenhuma proposição sobre nossas reivindicações. É o mesmo que nada”, destacou o presidente do Simepe, Tadeu Alencar.
A greve se estenderá pelo menos até quinta-feira da próxima semana (25), quando a categoria aguarda chegar a um denominador comum com a Prefeitura do Recife. Caso não haja acordo, a paralisação se estenderá podendo afetar outras áreas da saúde.
Atendimento
Os atendimentos nas Unidades de Saúde da Família (USF) e Centro de Apoio Psicosocial (CAP) estão paralisados. De acordo com o Simepe, são 251 equipes médicas que integram esses núcleos e todas estão aderindo à greve. A paralisação só não afeta os serviços de maternidade, emergência e urgência, realizados nas policlínicas.
No posto de saúde União da Vila, no Espinheiro, Zona Norte, a situação estrutural é precária. Fiações expostas, acúmulo de lixo, falta de torneiras, água parada e materiais inutilizados são alguns dos problemas do posto de saúde que há 4 meses era improvisado em um contêiner. “Este já é o upgrade e tá assim”, observou Tadeu Alencar, presidente do Simepe.
A idosa Amara da Silva, 56 anos, foi ao posto União da Vila realizar a consulta que dará continuidade à sua medicação, mas não encontrou atendimento. “Eu venho aqui de três em três meses e sem essa receita vou ficar sem remédio”.
Resposta
No posto de saúde União da Vila, no Espinheiro, Zona Norte, a situação estrutural é precária. Fiações expostas, acúmulo de lixo, falta de torneiras, água parada e materiais inutilizados são alguns dos problemas do posto de saúde que há 4 meses era improvisado em um contêiner. “Este já é o upgrade e tá assim”, observou Tadeu Alencar, presidente do Simepe.
A idosa Amara da Silva, 56 anos, foi ao posto União da Vila realizar a consulta que dará continuidade à sua medicação, mas não encontrou atendimento. “Eu venho aqui de três em três meses e sem essa receita vou ficar sem remédio”.
Resposta
Em nota, a Secretaria de Saúde do Recife afirma ter realizado várias reuniões de negociação com o Simepe e diz continuar aberta ao diálogo com a categoria.
Confira a nota na íntegra:
Confira a nota na íntegra:
A Prefeitura do Recife informa que realizou diversas reuniões de negociação com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e continua aberta ao diálogo. Os médicos servidores do município tiveram ganhos cerca de 10% acima da inflação desde 2013. Foram nomeados 767 novos médicos no período. Com relação às condições de trabalho, a Prefeitura realizou, em apenas cinco anos, R$ 200 milhões de investimentos nas unidades de saúde, o que é mais do que os 10 anos anteriores.
FOLHAPE



