As duas obras rodoviárias são administradas por concessionárias do governo de São Paulo. O trevo, na rodovia Anhanguera, foi entregue no final de 2014 com investimento de R$ 120 milhões. A Castelo Branco é administrada pela CCR ViaOeste desde 2006, com término previsto para 2022. Não há investimento do governo federal nos projetos.
Na peça publicitária do Planalto, depois de o narrador dizer que, "quando parece que a crise não tem jeito, o progresso volta com força", aparece imagem do trevo.
"O governo federal criou o programa Avançar, que retomou mais de 7.000 obras paradas", enaltece o locutor.
Em nota, o governo Temer afirmou que "a publicidade do programa Avançar usa imagens demonstrando a retomada da economia em vários setores, para mostrar a abrangência e amplitude da expansão do crescimento do país nos últimos meses".
Segundo a administração federal, "não se identifica obra específica, mas usa-se um todo simbólico do que acontece no país". A gestão Alckmin não quis se manifestar.
O Avançar foi criado por Temer para estimular investimentos privados na administração federal. A execução do programa é tocada pela Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), por sua vez chefiada por Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria-Geral.
Degsaste
O episódio ocorre depois de desgastes na relação entre Temer e Alckmin. Aliados do presidente manifestaram ter mágoas da distância que o governador tucano adotou em relação ao emedebista. Em especial, reclamaram do engajamento, a seu ver tímido, do paulista na defesa da reforma da Previdência.
No entorno de Alckmin, críticas a práticas do governo Temer como a nomeação de ministros em troca de apoios no Congresso, entre outras, sempre foram listadas para justificar a distância. Pré-candidato à Presidência, o tucano teme ser prejudicado pela impopularidade recorde do governo Temer se, ao endossar suas bandeiras, acabar sendo associado a ele.
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