Com camisetas verdes da Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) e lançando rojões para o alto, os funcionários marcharam por várias ruas no centro da capital argentina, do Obelisco até a Plaza de Mayo, onde fica a sede da presidência.
"Nosso patrão não é o governo da vez, nosso patrão é o povo argentino. E, a seu serviço, queremos construir um Estado democrático e popular", disse Hogo Godoy, secretário-geral da ATE, em um discurso curto no fim da manifestação.
O governo do presidente Mauricio Macri propôs reduzir o tamanho do Estado, tanto na quantidade de cargos, quanto na de órgãos, e reduzir o déficit fiscal projetado em 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.
O governo defende que a maior parte dos demitidos são pessoas cujos contratos não foram renovados.
Segundo o Centro de Implementação de Políticas Públicas para a Equidade e o Crescimento, um órgão privado, em 2016 a Argentina tinha 3,9 milhões de trabalhadores do setor público nos níveis federal, estadual e municipal, representando 18% dos empregados.
Em sua intenção de reduzir o orçamento estatal, o governo instalou em vários organismos um controle de frequência dos funcionários, que devem se identificar em um sistema biométrico na entrada e na saída do trabalho.
O projeto procura identificar os "nhoques", como são chamados os argentinos que recebem salário, mas não trabalham.
G1



