O Bom Dia Pernambuco contou a história de superação e luta de Lúcio na edição do dia 28 de dezembro e acompanhou o dia-a-dia da coleta. Depois de ser humilhado e desrespeitado nas ruas, ele decidiu usar a reciclagem para mudar de vida e construiu, em apenas 18 dias, uma casa de madeira. Mas o sonho sempre foi construí-la em alvenaria.
O gerente comercial Gustavo Henrique conheceu a história de Lúcio ao assistir à reportagem, antes de sair de casa para trabalhar, na manhã do dia 28. Resolveu, então, que precisava fazer algo pelo catador de reciclados. “Aquela reportagem me emocionou e eu resolvi ajudar”, conta.
A primeira parte doação chegou nesta quarta-feira (3). Os primeiros mil tijolos que irão construir o Rancho do Lúcio. “Como aqui não tem espaço, combinei com ele que, conforme a casa for sendo construída, eu vou trazendo o resto da doação, de mil em mil. Para fazer a casa dele, vai precisar de uns 3 mil a 3,5 mil tijolos. Eu vou doar todos”, afirma.
Aos poucos, Lúcio é quem vai levantar a construção. “Eu não esperava chegar 2018 assim, com a graça de Deus ganhei os tijolos. O meu sonho era esse, construir a minha casa”, afirma, emocionado.
Conheça a história de Lúcio
Durante 18 anos, Lúcio morou na rua, se embriagou e usou drogas. Nesse período, ele foi humilhado por muitas pessoas e sempre sonhou em ter sua casa própria, onde pudesse descansar. Com muita força de vontade, o catador encontrou na reciclagem uma maneira de tomar as rédias da própria vida. Há nove meses, conseguiu construir uma casa de madeira na comunidade Irmã Dorothy, em Boa Viagem.
Aos poucos, conseguiu mobiliar a casa com geladeira, fogão, cama, guarda-roupas. Todos os móveis foram recolhidos do lixo e reaproveitados para uso. Com a reciclagem, diariamente, ele anda de 12 a 15 quilômetros por dia. Na camisa, ele estampa o gosto pela profissão que mudou sua vida. "Catador com muito orgulho!".
G1PE



