De acordo com a Defesa Civil, o prédio “é monitorado constantemente” e não há, no momento, outras partes na iminência de cair. Na próxima segunda-feira (8), o prédio será envolvido com tapumes, uma ação também comum na época de carnaval.
O taxista Isna Vieira, que trabalha em um ponto ao lado do edifício há 17 anos, contou que se assustou com a queda. “Na hora que o pedaço caiu, o susto foi grande”, conta. “Sorte que não tinha ninguém embaixo”. Ele também afirma que vê o prédio inevitavelmente se desfazer há anos. “Eu vinha aqui quando menino e olhava o jornal, a gráfica. Agora o prédio está assim e a realidade é triste. É um ponto turístico, mas quem chega aqui só vê os pedaços”, lamenta.
O prédio, construído em 1903, funcionou como redação do jornal até 2004, sendo cedido em 2014 pelo Governo do Estado ao Porto Digital para utilização por 10 anos. Segundo o projeto de lei, o imóvel poderia ser usado para a instalação de empresas de tecnologia da informação e comunicação. Até hoje, o prédio permanece fechado.
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