Para Morales, as críticas são parte de uma campanha para atrapalhar seu governo.
"Decidimos cancelar o Código do Sistema Penal para evitar confusões e para que a direita deixe de conspirar e não tenha argumento para gerar desestabilização no país", disse.
Diversas entidades religiosas e da sociedade civil planejaram uma série de protestos contra o governo devido ao novo código. Também estava marcada uma manifestação de apoio a Morales. Com isso, o presidente prometeu enviar "uma carta para a Assembleia Legislativa nos próximos dias" pedindo a anulação do código. Ele vai pedir aos parlamentares que refaçam a lei sem seus pontos mais polêmicos.
"A mentira ganhou como tema de campanha", afirmou em entrevista à TV estatal.
A decisão de cancelar o novo Código Penal acontece no momento em que Morales completa 12 anos no comando do país e luta para disputar uma nova reeleição.
A Suprema Corte boliviana autorizou, em novembro, que ele se candidate a um quarto mandato, contrariando decisão do plebiscito de janeiro de 2016, em que 51% dos votantes negaram a Morales a possibilidade de postular mais tempo no cargo.
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