Nesse sábado (13), o administrador Geral de Fernando de Noronha, Plínio Pimentel, juntamente com o pesquisador Léo Veras e o secretário executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos André Cavalcanti estivam na Praia da Conceição para avaliar a autuação do local e iniciar a implantação de ações de educação ambiental e conscientização de turistas e moradores sobre os hábitos dos animais marinhos, especialmente dos tubarões.
Para o especialista em tubarões Léo Veras, esta foi uma ocorrência normal no que se refere a interação de humanos em um ambiente selvagem como o oceano. “As pessoas devem ser informadas sobre os horários impróprios para banho, que é no incio na manhã e final da tarde e no caso de Noronha, não mergulhar próximo a cardumes de sardinha. Ontem (sexta) tinha muitas sardinhas e tubarões. Hoje a situação é outra. Menos sardinhas e com isso sem tubarões”, afirmou.
Entenda o caso
O jovem Ricardo Bulhões surfava na Praia da Conceição quando, numa manobra com a prancha, caiu em cima do tubarão e foi mordido no braço. O turista baiano foi socorrido para o Hospital São Lucas e levou 15 pontos. Como o quadro foi considerado sem gravidade, teve alta. De acordo com Léo Veras, a maior probabilidade é que a espécie que atacou o surfista é o limão. "A espécie não é agressiva, mas reage mais à manipulação humana", afirmou . Segundo ele, essa espécie de tubarão costuma ir muito para o raso para comer sardinhas. "No momento do ocorrido, as pessoas disseram que havia muitas sardinhas por lá”, comentou Veras.
Outro fato que colabora para a possível implicação do limão é a maior densidade dessa espécie esta época. É entre dezembro e janeiro que a espécie tem picos de nascimento. Surfistas mais experientes já vinham evitando o surfe no local, mas, provavelmente por desconhecimento, o turista escolheu a área para pegar onda. Para Léo Veras, o caso está longe de ser um ataque de tubarão. “Pelo que o rapaz contou, ele estava descendo da onda quando, possivelmente, caiu em cima do animal. Este caso é diferente de outras situações. Pelas lesões, o animal teve uma reação de defesa”.
Folha PE



