O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, recebeu os ucranianos liberados perto da linha de frente antes de voar com eles a bordo de helicópteros para Jarkiv, o grande centro regional sob o controle de Kiev no leste do país.
"Por fim conseguimos", declarou o chefe de Estado ucraniano, no aeroporto de Jarkiv aos ex-prisioneiros, alguns deles vestidos com uniforme militar e com a bandeira ucraniana sobre as costas.
"Vamos duplicar ou até triplicar" os esforços para liberar os prisioneiros restantes, prometeu.
Negociações
Fruto de difíceis negociações entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo Poroshenko que se prolongaram durante semanas, o intercâmbio beneficiou 73 prisioneiros detidos nas duas "repúblicas" autoproclamadas pelos rebeldes - Lugansk e Donetsk - e a 233 detidos pelas autoridades de Kiev.
Cirilo, patriarca da Igreja ortodoxa russa, também participou nas negociações.
No começo, a previsão era trocar 74 prisioneiros dos separatistas em troca de 306 dos detidos em Kiev, mas um total de 74 se negaram a mudar de lado, segundo a procuradoria ucraniana.
Esta operação, a primeira de prisioneiros em 15 meses, foi feira na linha de frente perto de Gorlivka, a cerca de 40 km da "capital" separatista de Donetsk.
A liberação dos prisioneiros é um dos pontos centrais dos acordos de paz de Minsk, assinados em fevereiro de 2015 e que permitiram que a intensidade dos combates fosse reduzida.
Segundo um comunicado do Parlamento ucraniano publicado nesta quarta-feira, os separatistas mantêm uma centena de prisioneiros.
G1



