"O problema em Olinda é que temos ainda redes de cimento amianto e outras que foram implantadas de forma emergencial sem o diâmetro adequado. Além de não termos a reservação adequada no município", disse a diretora regional metropolitana da Compesa, Simone Albuquerque. "A ideia é que, ao final do projeto, depois das obras macro e da substituição das redes secundárias, tenhamos água para a população todos os dias, com a redução de perdas", acrescentou.
De um total de R$ 600 milhões, cerca de R$ 400 mi serão investidos em obras de esgoto e R$ 180 mi em obras de água (o que inclui o projeto Olinda + Água).
Simone garantiu que a população da cidade começará a sentir os benefícios das obras em breve, mas que as melhorias já são observadas. "Temos muitas reclamações, mas os benefícios já começam a ser sentidos. Há relatos de moradores que não tinham água nas torneiras há três anos, que usavam uma fonte alternativa e agora estão procurando a Compesa. Estamos trabalhando para resolver os problemas existentes", pontuou a diretora.
Em relação ao pagamento de contas, a Compesa esclarece que "cobra apenas o que é devido". "Caso se sinta lesado, o primeiro passo do cliente é chegar a um entendimento conosco. Para isso, deve ir a uma loja de atendimento, mostrar que não está recebendo água e mandaremos uma equipe para verificar. Não temos nenhuma intenção de cobrar pelo serviço não prestado", finalizou Simone.
O gerente da unidade de negócios da Compesa, Reginaldo Lopes, esclarece os motivos para a crise no abastecimento da cidade. "Conseguimos colocar água com mais pressão na região como um todo, porém, mais de 95% da tubulação tem mais de 50 anos e não está suportando essa elevação de pressão, o que causa um estouro da rede e resulta na falta d'água. Para consertar o vazamento, precisamos desligar a rede para fazer os reparos", contou.
"Hoje temos ruas em diversos bairros da cidade com problemas pontuais no abastecimento. Temos problemas em todas as etapas de Rio Doce, em Jardim Atlântico, em Casa Caiada e em Fragoso. Essas ruas estão mapeadas e há um cronograma de conclusão para cada uma delas. O prazo máximo é para até o dia 15 de janeiro. A previsão é de 120 quilômetros de rede instalada e substituída, dos quais 50 já foram colocados. Ainda tem muito a ser feito", completou.
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