É a primeira vez que o encontro nacional é realizado em Pernambuco. "Ao comparar com outros Ministérios Públicos de referência, como os de São Paulo e Rio de Janeiro, estamos devendo uma atuação mais eficaz no combate ao crime organizado. Diante dessa onda de violência, é preciso reforço na nossa atuação e sem capacitação é impossível", reconhece o procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros.
Na avaliação do promotor de Justiça Frederico Magalhães, um dos integrantes do Gaeco, o MPPE tem tido um bom destaque na resolução de casos de alta complexidade no Estado. Como exemplo, ele citou a deflagração de operações com o apoio da Polícia Civil, como a de Itakatu, que desarticulou um grupo suspeito de fraude à licitação e desvio de dinheiro público em Itamaracá; a Operação Hostes, contra um grupo formado por policiais militares suspeito de homicídios, concussão, porte ilegal de arma de fogo, assim como o comércio ilegal dos armamentos e munições.
"Também teve o caso Brinks, que envolveu uma quadrilha violenta com articulações nacionais. Mas, claro, encontros como esses, de alcance nacional, servem de exemplo para as promotorias atuarem com as mesmas soluções de enfrentamento", pondera Magalhães.
O Gncoc foi criado em 2002 em decorrência do homicídio do promotor de Justiça Francisco Rego no exercício de função investigatória. A reunião visa a criar estratégias de enfrentamento à criminalidade organizada entre ministérios públicos nos âmbitos estadual e federal.
FOLHAPE



