"O que nós queríamos era falar do PMDB de Pernambuco. Falar dos fatos, explicar que não descumprimos o estatuto, que somente judicializamos o processo porque não tivemos espaço para o diálogo interno. Dissemos que não tínhamos nada contra o senador Fernando Bezerra e que chegamos a concordar com a entrada dele no partido, mas que o processo foi de extrema violência contra a história de Jarbas Vasconcelos", relatou Henry.
No encontro, Michel Temer ouviu mais do que rebateu os argumentos dos correligionários, mas se comprometeu a procurar o presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, e o relator do processo Baleia Rossi.
Segundo o dirigente, a posição de Jarbas Vasconcelos na reforma da previdência não foi tratada no encontro. No entanto, ele defendeu a aprovação da matéria. Após a reunião, Raul Henry participou da reunião da Executiva do partido que definiu o fechamento de questão na votação da modificação na legislação previdenciária. O pernambucano votou contra junto com outros dois diretorianos.
"Expliquei que votaria pela reforma se fosse deputado, mas que não queria constranger os colegas que são contra a matéria", justificou.
Ligação
Vice-governador de Pernambuco, Raul Henry ligou para o governador Paulo Câmara (PSB) para comunicar sobre a reunião com Michel Temer. O comando do PMDB estadual é estratégico para os planos do chefe do Executivo que poderá perder o seu principal partido aliado.



