Por meio de nota, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) afirmou que denuncia o problema com armas usadas por policiais pernambucanos há mais de um ano. "O Sinpol pleiteia diariamente a substituição dos armamentos da Taurus dentro da Polícia Civil. Pela inércia e irresponsabilidade do Governo, que insiste em manter essas armas nos quadros e nas mãos dos policiais, muitas pessoas correram risco de morte. Na verdade, esses riscos são diários e trazem risco não só para policiais, mas para a sociedade como um todo. Constantemente os equipamentos da supracitada marca apresentam panes e disparos acidentais. No entendimento da direção do Sinpo é inconcebível que este armamento continue na corporação", informou o comunicado.
O sindicato apresentou uma documentação em que solicita ao IC a realização de perícias técnicas em todas as armas usadas por agentes de segurança de Pernambuco. Em resposta, um ofício assinado pela gestora da polícia científica, Sandra Santos, comunicou que "a solicitação de perícia criminal e/ou perícia médico legal compete a autoridade policial ou a autoridade judiciária".
Outro lado
A Polícia Civil confirmou que houve uma pane na arma e que, no momento do ocorrido, dois instrutores estavam no local. A aluna foi levada para um hospital particular, acompanhada da coordenação do curso, e já recebeu alta. Sobre as queixas a respeito das condições das pistolas, a Polícia Civil afirmou que "todas as armas passaram por manutenção no Comando de Operações e Recursos Especiais (Core)" da instituição antes de serem utilizadas nas instruções da Academia de Polícia.
Por telefone, um representante da Taurus informou que a empresa ainda não foi notificada do incidente e que vai entrar em contato com a Polícia Civil de Pernambuco para apurar o que ocorreu.
Entenda o caso
Por telefone, um representante da Taurus informou que a empresa ainda não foi notificada do incidente e que vai entrar em contato com a Polícia Civil de Pernambuco para apurar o que ocorreu.
Entenda o caso
Pessoas que estavam na aula no momento do incidente relataram que, por conta do forte recuo, típico desta pistola, a aluna não conseguiu manter as duas mãos na pistola. "Parecia uma metralhadora, atirando sem parar. Ela perdeu o controle da arma, soltou a mão esquerda e não conseguiu segurar com a direita. A arma sempre roda para o lado contrário do dedo do gatilho, então rodou para o braço esquerdo dela e atravessou o bíceps", contou um dos alunos que presenciou o fato. Ele preferiu não ser identificado.
A aula ocorria na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, no bairro do Jiquiá, na Zona Oeste do Recife. O caso é investigado pela Delegacia da Mustardinha. De acordo com o aluno, não é a primeira vez que pistolas usadas durante as aulas apresentam falhas. "As armas são velhas e quase sempre dão problema", observou.
Após o incidente, a turma levou quase uma hora para se recompor e finalizar as provas. O aluno elogiou a conduta dos instrutores. "Poderia ter sido muito pior. Os instrutores foram maravilhosos e passaram muita segurança para a gente. Foi horrível. Claro que o trauma ficou e alguns demoraram a se acalmar, mas era prova e todo mundo que faltava fazer terminou", disse.
A aula ocorria na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, no bairro do Jiquiá, na Zona Oeste do Recife. O caso é investigado pela Delegacia da Mustardinha. De acordo com o aluno, não é a primeira vez que pistolas usadas durante as aulas apresentam falhas. "As armas são velhas e quase sempre dão problema", observou.
Após o incidente, a turma levou quase uma hora para se recompor e finalizar as provas. O aluno elogiou a conduta dos instrutores. "Poderia ter sido muito pior. Os instrutores foram maravilhosos e passaram muita segurança para a gente. Foi horrível. Claro que o trauma ficou e alguns demoraram a se acalmar, mas era prova e todo mundo que faltava fazer terminou", disse.
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