Pelas vitórias e conquistas, Nelsinho é um nome muito bem aceito pelos torcedores. Mas há alguns senões a respeito de sua volta. Ele está afastado do Brasil há nove anos, período em que esteve trabalhando no futebol japonês. Lá, ele vivia uma outra realidade, um futebol menos competitivo. Para quem planeja armar um bom time a médio prazo, não acho que tenha sido a contratação ideal para o Sport, embora cause frisson entre torcedores.
Nelsinho, naturalmente, não deve estar tão atualizado a respeito do mercado brasileiro, dos jogadores que surgiram, de quem está despontando. E o que mais o Sport precisa, neste momento, é de um técnico para renovar o elenco, implantar uma nova fisolofia de trabalho, de aproveitamento dos jogadores da base.
Há entre ele e o objetivo do Sport um hiato. Ele quer retomar um mercado de trabalho que deixou para trás e o clube é uma ótima referência, assim como o foi há dez anos quando ele chegou, por baixo, vindo de um rebaixamento para a Série B pelo Corinthians. Na Ilha, recuperou prestígio e alçou voo para o futebol nipônico.
Já o Sport necessita de um técnico inovador, que tenha coragem de fazer as mudanças que Luxemburgo tentou fazer, mas não conseguiu. O elenco precisa sofrer uma renovação aguda para se oxigenar. Há problemas crônicos na formação do time. Sem essa renovação, a tendência será a acomodação e o risco de queda, novamente.
FOLHAPE



