Pequim havia proposto trocar a suspensão do exercício pela dos testes de mísseis, mas nenhum dos lados acatou a ideia. No fim de semana, o jornal estatal norte-coreano criticou as manobras. "É uma provocação aberta, em todos os níveis, contra a Coreia do Norte, e deixa a região à beira de uma guerra nuclear", afirmou a publicação.
"Os belicistas americanos e sua marionete sul-coreana fariam bem em recordar que seu exercício militar dirigido contra a Coreia do Norte será tão estúpido como um ato que precipita sua autodestruição."
O ministério norte-coreano das Relações Exteriores acusou no sábado (2) o governo de Donald Trump, nos EUA, de "buscar a guerra nuclear a qualquer custo".
No domingo (3) o senador republicano Lindsey Graham abriu a possibilidade de um ataque preventivo ao país do ditador Kim Jong-un.
"Se houver um teste nuclear subterrâneo, será necessário estar preparado para uma resposta dos EUA", disse à rede de TV CBS. Ele defendeu que a Casa Branca aconselhe os americanos a deixarem a Coreia do Sul.
As palavras de Graham se somaram às do assessor de Segurança Nacional de Trump, o general H.R. McMaster, que durante um fórum sobre defesa afirmou que a probabilidade de uma guerra com a Coreia do Norte "aumenta a cada dia".
O regime norte-coreano realizou seis testes nucleares desde 2006, o mais recente deles em setembro. A Coreia do Norte também lançou na quarta passada (29) um novo tipo de míssil Hwasong-15, que teoricamente pode atingir qualquer ponto do território dos EUA.
Analistas consideraram o teste como um avanço na tecnologia militar de Pyongyang, mas afirmaram ser provável que, caso seja usada uma ogiva nuclear, mais pesada, o míssil tenha dificuldade em cruzar o globo.
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