A dívida do passado é o maior entrave da negociação. O clube ainda deve salários deste ano ao camisa 23, além de algumas pendências financeiras de 2016. Ele espera o pagamento dos atrasados, enquanto a cúpula tenta parcelar os vencimentos. Apesar do empecilho, o centroavante já revelou que deseja seguir na Cobra Coral. Ainda no fim do Campeonato Brasileiro da Série B, pensou em pendurar as chuteiras, porém adiou a aposentadoria. Assim que encerrar a carreira, seu projeto é virar diretor de futebol.
Aos 38 anos de idade, Grafite é considerado uma referência no Santa. O currículo dele no futebol fala por si só. O centroavante defendeu grandes clubes brasileiros, como Grêmio, Goiás, São Paulo e Atlético/PR. Fora do País, também fez história. Jogou no Le Mans (França), Wolfsburg (Alemanha), Al Ahli (Emirados Árabes) e Al-Sadd (Catar). Seu ápice foi em 2010, quando disputou a Copa do Mundo de 2010 pela Seleção Brasileira.
O técnico Júnior Rocha exaltou a importância do experiente jogador no planejamento. Além da liderança tanto dentro como fora de campo, o veterano é visto como solução para o ataque. “Ele (Grafite) seria fundamental para o nosso modelo de jogo. Não é fácil achar um camisa 9. Quem acompanha o mercado de transferências sabe que está todo mundo atrás de um centroavante. Há pouco tempo, inclusive, o Internacional cogitou a contratação dele”, ressaltou.
Grafite acumula quatro passagens pelo Tricolor (2001, 2002, 2015-2016 e 2017) e algumas conquistas, como o título inédito da Copa do Nordeste 2016 e do Campeonato Pernambucano e um acesso à Série A em 2015. Ao todo, são 123 partidas com a camisa coral e 50 gols marcados, sendo três deles este ano. A temporada 2017 foi melancólica. Além do rebaixamento à Série C, não conseguiu render no Atlético-PR, onde balançou as redes apenas uma vez em 24 jogos no primeiro semestre.
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