De forma quase simultânea, o presidente executivo Arnaldo Barros sofreu um revés ao ter a sua proposta orçamentária para 2018 negada pelo Conselho Deliberativo. A justificativa: um déficit inicial previsto de R$ 15 milhões.
Nos bastidores da Ilha do Retiro a atual gestão tenta mostrar que o ano que vem será de austeridade, até mesmo pela quantidade de competições que o Sport irá participar. Se nesta temporada foram cinco torneios, o calendário leonino para 2018 prevê até agora apenas três, sendo Campeonato Pernambucano, Copa do Brasil e Brasileirão. De um total de 81 jogos disputados neste ano, o Leão pode despencar para apenas 49 compromissos. Menos jogos, menor investimento. Ao menos é essa a linha de raciocínio. Nos corredores, a informação é que a folha salarial do elenco profissional será diminuída em até 20%.
Segundo o último balanço publicado pelo clube na edição do dia 28 de abril deste ano, nesta Folha de Pernambuco, referente ao ano de 2016 e ainda sob a gestão de João Humberto Martorelli, o clube gastou cerca de R$ 58 milhões com o Departamento de Futebol inteiro, técnico, auxiliares e demais profissionais, além dos atletas. Caso a previsão de enxugamento seja cumprida, o valor dessa despesa deve cair para R$ 46 milhões, o que daria 3,8 milhões por mês. No administrativo, por exemplo, foram gastos R$ 10 milhões/ano, porém não há previsão de cortes para 2018.
Neste ano, a compra de direitos econômicos de Rogério e André, além das renovações de Rithely e Everton Felipe, os quatro com altos salários, e até mesmo a extensão com jogadores da base, como Thallyson e Fabrício, são apontados como alguns dos investimentos responsáveis pelo arrocho financeiro neste final de ano. Outro fator foi o corte nas rendas na reta final do Brasileirão por conta das promoções de ingressos para sócios.
Em coletiva no começo deste mês, o presidente Arnaldo Barros afirmou que o aperto no final do ano é natural e que o Sport só deve se tornar um clube superavitário a partir de 2020, pois ainda tem contas a pagar. Assim como Barros, os membros do próprio Deliberativo afirmaram que a situação não é ruim como alguns pintam, mas é melhor se prevenir do que precisar remediar.
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