A revista publicou nesta terça-feira (14) que Trump Jr. esteve em contato com o WikiLeaks por mensagem direta do Twitter na reta final da campanha eleitoral de 2016. Em sequência, o filho mais velho do presidente tuitou a transcrição do que seria a troca de mensagens completa.
Algumas das comunicações foram feitas na época em que o site vazou e-mails de John Podesta, chefe de campanha da candidata democrata Hillary Clinton, pedindo apoio para dar destaque aos vazamentos e que seu pai entregasse sua declaração de imposto de renda ao site.
Ao revelar as mensagens, Donald Jr. minimizou-as. "Aqui está a série de mensagens com o WikiLeaks (com minhas palpitantes três respostas) que alguém das comissões do Congresso escolheram para vazar. Nossa, que irônico."
Os contatos foram obtidos pelos membros das comissões do Congresso que investigam a interferência russa na eleição presidencial americana e sua suposta ligação com membros da campanha de Donald Trump. A troca de mensagens revela que WikiLeaks buscaram informação um do outro e inclui uma série de sugestões, por parte da organização, de que Trump Jr. usasse sua influência junto do pai para garantir a indicação de Assange como embaixador em Washington.
"Oi, Don. Espero que esteja bem. Em relação ao Sr. Assange: Obama/Clinton colocaram pressão para que Suécia, Reino Unido e Austrália (seu país de origem) fosse ilicitamente atrás do Sr. Assange. Seria muito fácil e útil se eu pai sugerisse que a Austrália indicasse Assange como embaixador em DC", disse mensagem em 16 de dezembro.
WikiLeaks até sugeriu maneiras de apresentar o nome de Assange: "'É um cara duro e inteligência e o australiano mais famoso que vocês têm!' ou algo do tipo", escreveu a organização. "Eles não o farão, mas isso mandará o sinal correto para Austrália, Reino Unido e Suécia para que comecem a seguir a lei e parem de torcê-la para cair nas graças dos Clintons."
A WikiLeaks também tentou influenciar Trump Jr a permitir que eles vazassem a declaração de imposto de renda de seu pai e assim impedir que uma "fonte tendenciosa" como o "New York Times" o fizesse. "Se nós a publicarmos, isso irá melhorar dramaticamente a percepção de nossa imparcialidade", disse a WikiLeaks.
Assange disse no Twitter que "não poderia confirmar as supostas mensagens diretas" e que a reportagem da "The Atlantic" havia sido "editada e claramente não continha todo o contexto".
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