A notícia é resultado da série de encontros que o presidente Temer teve com ministros e parlamentares, na tentativa de acalmar sua base de apoio e garantir a votação da Reforma da Previdência. Ambos, Marx e Quintella, atuaram na defesa do presidente, na Câmara dos Deputados e junto à imprensa, nas ocasiões em que Temer foi alvo de denúncias de obstrução da Justiça e organização criminosa, em outubro, e por corrupção passiva, em agosto.
Marx Beltrão garante sobrevida na pasta do Turismo, mesmo de malas prontas para ingressar no PSD e garantir sua candidatura a senador. E Temer parece compreender os riscos políticos e eleitorais de seu ministro se manter filiado ao PMDB de Alagoas, sob o comando do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Este que pode vetar a candidatura do ministro e forte adversário contra sua reeleição a uma das duas vagas de senador no Estado.
Maurício Quintella já flertou com a disputa pelo Senado, mas afirma ser candidato à reeleição para o cargo de deputado federal do qual está licenciado. Foi dele umas das defesas mais veementes de Temer, quando afirmou ao Diário do Poder que a denúncia contra o presidente teria sido baseada em uma “armadilha arquitetada pelo maior criminoso de colarinho branco que o país já viu”, em referência ao executivo Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, que delatou e gravou o chefe do Palácio do Planalto.
Como o colunista Cláudio Humberto informou em sua coluna desta sexta-feira (17), a reforma de Temer deverá ser em “suaves prestações” e bem menor do que está sendo especulada, porque o presidente reconhece a lealdade dos ministros que, inclusive, pagam o preço do desgaste político.
Enfim, não haverá mudanças nem no Turismo nem nos Transportes, a reforma será pontual, no momento, nas pastas de Cidades, para substituir o demissionário Bruno Araújo (PSDB), e na Secretaria Geral do Governo, de onde aliados tucanos exigem a saída do tucano Antônio Imbassahy.
DIÁRIO DO PODER



