Os dois candidatos haviam se declarado vencedores do pleito ainda no domingo (26), quando não havia números oficiais sobre a apuração. Segundo relatos de agências internacionais, a votação ocorreu com tranquilidade.
Sem chances reais de vencer a eleição, Luis Zelaya, do Partido Liberal, é o terceiro candidato mais votado, com 13,77% dos votos.
HERNANDEZ
Alinhado aos Estados Unidos, Juan Orlando Hernández apoiou um golpe de Estado oito anos atrás para derrubar o então presidente Manuel Zelaya, que queria tentar a reeleição. Em seu mandato, Hernández reduziu a taxa de homicídios do país, ainda altíssima; acelerou o crescimento da economia e reduziu o deficit. Ele foi autorizado a concorrer a um novo mandato graças a uma decisão da suprema Corte em 2015 que reverteu um veto constitucional à reeleição.
Críticos advertem que Hernandez, aliado dos EUA no combate ao tráfico de drogas e à migração, está ampliando seu poder com uma Suprema Corte submissa.
"Quero dizer a todos os hondurenhos que estamos construindo uma democracia," disse Hernandez no domingo (26), em uma entrevista em Tegucigalpa.
Opositores afirmam que a campanha por um segundo mandato é ilegal e que não aceitarão os resultados do tribunal "cooptado" por Hernandez. Eles pretendem fazer sua própria contagem de votos.
G1



