A captura ocorreu ocorreu na quinta-feira (2), em Itamaracá, no Grande Recife. O ex-militar é apontado como líder de um grupo de extermínio que atuava no bairro do Vasco da Gama. A polícia procura, agora, dois integrantes do bando e oferece recompensa de R$ 1 mil para quem repassar informações sobre os homens conhecidos com "Tancredo" e "Deninho".
De acordo com o delegado Alfredo Jorge, responsável pelas investigações, Galo tem ligação com milícia, assaltos e explosões de bancos. “Já sabemos que as mesmas armas foram usadas em assassinatos de integrantes de gangues rivais. E o número pode ser maior. Comprovamos dois crimes em 2016 e quatro este ano”, afirmou.
Um dos crimes atribuídos ao grupo que teve maior repercussão foi o assassinato de Lúcio Pereira da Silva, conhecido como Lúcio da Bomba. O fato ocorreu em Campo Grande, na Zona Norte da capital, no dia 9 de março deste ano. Galo e Lúcio eram do mesmo grupo e depois se tornaram inimigos.
Segundo Alfredo Jorge, Galo mandava na região. “Ele dava o aval para os crimes. Teve uma morte que ele ordenou por causa de um furto em um campo de futebol. A vítima levou o televisor e ele mandou matar”, observou.
O gestor do departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ivaldo Pereira, Informou que as ações para prender o ex-policial militar começaram há sete meses. “A gente sabia qual o veículo era usado por ele e qual o carro da mulher dele”, comentou.
A partir disso, os agentes localizaram o automóvel, que estava circulando perto do Forte Orange, em Itamaracá. “Montamos uma campana e pegamos Galo e a mulher dele”, disse Pereira.
O responsável pela gestão do DHPP ressaltou que a Polícia Civil festeja a prisão de Galo. “Desarticulamos o poder paralelo na região do vasco da Gama. Ele dava todas as ordens e decidia quem morria, onde e quando. Cobrava dinheiro de comerciasntes para garantir a segurança”, ressaltou.
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