Organização do Mimo Festival critica ação da PM após show de Otto, em Olinda

segunda-feira, novembro 20, 2017
Por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (20), o Mimo Festival, realizado entre a sexta (17) e o domingo (19), em Olinda, repudiou uma ação da Polícia Militar após o show do cantor pernambucano Otto, que encerrou o evento. De acordo com o texto, a PM “avançou de forma truculenta sobre as pessoas que deixavam a Praça do Carmo, entre jovens, mulheres e crianças, utilizando bombas de efeito moral e violência física”.

Ainda de acordo com o texto, a produção do festival afirmou que a situação ocorreu por volta das 22h. No entanto, a organização do evento assegura que havia autorizações de órgãos como a Prefeitura de Olinda, Polícia Civil, Companhia Independente de Apoio ao Turista (Ciatur) e da própria PM para a dispersão da plateia até as 23h.

Por fim, a produção do festival ressaltou, na nota, que o Mimo é realizado com programação gratuita e “dissemina arte e cultura de forma democrática” e “jamais assistiu a uma situação semelhante e não compactua com esta atitude, contrária a tudo que o festival representa e cultiva”.

Por meio de nota, a PM informou que a situação teve início quando um homem arremessou uma garrafa de vidro contra o efetivo do Batalhão de Choque. O objeto atingiu o olho de um policial, que foi atendido e passa bem. A agressão, segundo o texto, aconteceu quando as equipes "faziam abordagens para garantir a segurança das pessoas que se dirigiam para seus veículos e paradas de ônibus".

A corporação alegou que, durante esse processo, um grupo se revoltou e passou a vaiar os policiais e a "atirar objetos no efetivo". Diante da situação, a PM alega que foi necessário o uso da força. O agressor que atirou a garrafa de vidro contra os policiais foi preso e e levado à delegacia para autuação em flagrante.



G1PE

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