A criança estava internada na pediatria do Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central da capital pernambucana. Na madrugada de sexta-feira, faleceu Rodrigo Balbino, de um ano, que teve 90% do corpo queimado.
O acidente aconteceu na residência da família. Também ficaram feridos Tatiane Gabriela da Silva, de 6 anos; Luciano Silva Balbino, de 9 anos; Isabela Silva Balbino, 3 anos; Maria Betânia Ribeiro da Silva, 24 (mãe de Daniel e Nicole); Roberto Balbino, 62 (avô das crianças).
A explosão ocorreu logo após a troca do botijão. Roberto percebeu um vazamento e tentava consertá-lo quando alguém acendeu a luz do local, causando a explosão. As vítimas, todas da mesma família, foram encaminhadas ao HR após terem sido socorridas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Engenho Velho.
O médico Marcos Barretto, responsável pela Unidade de Queimados do HR, explicou que o gás de cozinha é mais pesado que o ar e se concentra em partes baixas. Por isso, as crianças são as mais atingidas. São queimaduras nos membros inferiores, superiores e na face.
Precariedade
Durante o atendimento à família atingida em Jaboatão, o setor de queimados do HR estava com os 40 leitos existentes ocupados. Segundo Marcos Barreto, nos últimos meses, foi observado um aumento no número de queimados dentro das cozinhas das casas, por causa do aumento no preço do gás.
O homem que tentava consertar o vazamento, por exemplo, precisou ficar internado na emergência do hospital, por causa da falta de vagas no setor especializado. A última vez que o estado obteve um aumento no número de vagas para queimados foi no ano de 2001, quando o HR teve aumento de 30 para 40 vagas.
Respostas
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) reconheceu a alta demanda de pacientes no Hospital da Restauração, mas ressaltou "que a unidade é referência no Estado para esses casos mais graves, contando, inclusive, com UTI. Importante ressaltar que todos que chegam ao HR recebem atendimento. Os casos de média complexidade podem ser atendidos em unidades como os hospitais regionais".
O Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado de Pernambuco (Sinregás PE) lamentou, por meio de nota, o acidente e ressaltou que a "venda irregular do gás de cozinha, infelizmente, é uma prática comum e antiga no Brasil". O sindicato reforça "que o comércio de gás clandestino é uma prática criminosa e pode trazer danos sérios à população".
Respostas
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) reconheceu a alta demanda de pacientes no Hospital da Restauração, mas ressaltou "que a unidade é referência no Estado para esses casos mais graves, contando, inclusive, com UTI. Importante ressaltar que todos que chegam ao HR recebem atendimento. Os casos de média complexidade podem ser atendidos em unidades como os hospitais regionais".
O Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado de Pernambuco (Sinregás PE) lamentou, por meio de nota, o acidente e ressaltou que a "venda irregular do gás de cozinha, infelizmente, é uma prática comum e antiga no Brasil". O sindicato reforça "que o comércio de gás clandestino é uma prática criminosa e pode trazer danos sérios à população".
G1PE



