Em meio a fortes medidas de segurança desde o aeroporto internacional de Beirute, onde o avião no qual viajava pousou, Hariri foi à sua residência, no centro da capital libanesa.
Grandes grupos de pessoas se reuniram em vários bairros da capital libanesa para acompanhar a comitiva de Hariri, informou a Agência Nacional de Notícias "ANN".
O político se reuniu nesta terça com o presidente egípcio, Abdel Fatah al Sisi, e antes de chegar a Beirute fez uma escala imprevista no Chipre, onde se reuniu com o presidente cipriota, Nicos Anastasiades, com quem debateu os últimos eventos no Líbano e na região do Oriente Médio, segundo um comunicado do seu escritório de imprensa.
Entenda as recentes hostilidades entre o Irã e a Arábia Saudita que envolvem o Líbano
Hariri ficou três dias na França a convite do presidente Emmanuel Macron depois que apresentou sua renúncia no último dia 4 em discurso transmitido pela televisão em Riad. Na capital saudita, o premiê passou quase duas semanas, embora o presidente do Líbano, Michel Aoun, não tenha aceitado o pedido, à espera de conhecer os motivos que o levaram a fazê-lo.
O primeiro-ministro assistirá nesta quarta ao desfile militar por ocasião da festa nacional do Líbano, e mais tarde deve se reunir com Aoun, a quem anunciará se voltou atrás ou não quanto à renúncia.
Após a renúncia de Hariri, várias forças políticas libanesas acusaram o governo da Arábia Saudita de tê-lo forçado a deixar o cargo e de retê-lo contra a sua vontade.
G1



