O aporte de R$ 4,5 milhões corresponde a 80% a mais do que a quantia disponível no ano passado. Duas categorias não foram contempladas com nenhum projeto: a de publicação digital e a de oficinas em comunidades indígenas. Dos 58 projetos aprovados, 71% foram na Região Metropolitana do Recife, 10% no Sertão do Estado, 7% no Agreste e 12% na Zona da Mata.
Para a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Márcia Souto, a independência do edital da música deve seguir os passos do que ocorreu com o audiovisual, no qual Pernambuco é referência nacional. "Queremos avançar ainda mais nas demandas da cadeia produtiva da música, pois pelo porte da produção musical que temos no Estado tínhamos que possuir um edital próprio", enfatiza. Para ela, a necessidade de formação é gritante. "É um desafio grande. Ainda podemos ir além", afirmou.
O secretário de cultura, Marcelino Granja, reconhece que é necessário avaliar a demanda para elaborar uma política pública mais eficiente para o setor, o que leva tempo. "É uma conquista para o povo, pois temos um volume de recurso razoável para a música, um grande espaço de luta e afirmação", disse o secretário, referindo-se aos R$ 4,5 milhões destinados aos projetos. A quantia significa um aporte de 80% em comparação à média dos cinco editais anteriores, que chegou a R$ 2,3 milhões.
FOLHAPE



