Apesar da denominação, de acordo com a mensagem envida pelo Palácio do Buriti, os recursos serão aplicados em obras na orla do Lago Paranoá, incluindo asfaltamento, supostamente para a “preservação do meio ambiente”. O projeto encaminhado aos deputados informa claramente a intenção do governo:
"As ações envolvem obras de paisagismo, infraestrutura de mobilidade urbana com: asfalamento, construção de ligações em pontes, terminais intermodais, infraestrutura de mobiliário público nos espaços de convivência e parques."
Apesar da overdose de cimento e asfalto prevista na orla do lago, o texto diz que tudo isso vai "ao encontro do enfrentamento da crise hídrica.
O deputado Cláudio Abrantes criticou a proposta do GDF: "Há 14 unidades de conservação em torno do lago e não há plano de manejo. Como permitir a impermeabilização dessa área sem os estudos adequados?", indagou.
Uma emenda aditiva, apresentada durante a apreciação da matéria em segundo turno, acabou por garantir que as unidades de conservação do Lago Paranoá somente receberão recursos provenientes deste empréstimo após a apresentação de plano de manejo, conforme lei federal que rege a questão. Um dos autores da emenda, Cláudio Abrantes, afirmou esperar que "o governador honre os compromissos assumidos neste plenário e não vete a proposta".
Para outro deputado, Rodrigo Delmasso (Podemos), a possibilidade de dar prosseguimento ao projeto "Caminho das Águas" – na região do Paranoá –, com parte dos recursos, "não inviabilizará a revitalização dos córregos que abastecem as bacias do Paranoá e do Descoberto, principal objetivo desse programa".
DIÁRIO DO PODER



