Exigências da família de Beatriz são respondidas por comissão no Palácio; crime não será federalizado

segunda-feira, novembro 13, 2017
A família da menina Beatriz Angélica Mota, morta em dezembro de 2015 a facadas, aos sete anos, em escola de Petrolina, foi recebida, no fim da manhã desta segunda-feira (13), por uma comissão no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife. A principal reivindicação da família, de acesso imediato aos dados do inquérito, mantido sobre sigilo de Justiça, foi negada.

Segundo o chefe da Polícia Civil, Joselito do Amaral, o advogado da família foi orientado a solicitar formalmente o acesso aos dados. “O prazo para que esta solicitação seja respondida depende do Judiciário”, ponderou Amaral, que discorda sobre a falta de avanço nas investigações: “Muitas diligências foram realizadas. São 13 volumes de material produzido, mais de 3 mil laudas e mais de 200 perícias criminais realizadas. Saímos do retrato-falado para imagens do rosto do executor do assassinato e temos o material genético dele”.

Entre os participantes da reunião, realizada a portas fechadas também estavam o secretário executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto; o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, e a delegada Gleide Angelo, que está à frente das investigações há cerca de um ano, além da família de Beatriz. Lúcia Mota, mãe da menina, falou sobre a demora na conclusão das investigações e argumentou sobre observações feitas pela família diante de fados apurados, como adiantou no ato realizado na manhã desta segunda-feira (13) em frente ao Palácio, quando afirmou que a polícia ainda não mostrou nenhum dado concreto além das imagens das câmeras da escola que foram recuperadas.

Amaral afirmou ainda que a Polícia Civil de Pernambuco vai realizar um termo de cooperação com a Polícia Federal que pode acelerar no processo de identificação do autor do crime, que pode não ser do Estado. Porém, isto não configura a federalização solicitada pela família da menina. “Ela não é necessária neste momento porque a Polícia Civil avançou”, argumentou.

Sobre outra solicitação, a de que as investigações fossem comandadas por um delegado em Petrolina, o chefe da Polícia Civil esclareceu que hoje existem dois delegados designados para o esclarecimento dos fatos: Gleide Angelo, do Recife, e Marceone Ferreira, responsável pelo caso em Petrolina. “Há trabalhos realizados pela Inteligência, que demandam o núcleo no Recife e há trabalhos que devem ser feitos na região onde ocorreu o crime. Mas podemos, sim, repensar a equipe que está participando das investigações”, ponderou.



FOLHAPE

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