A Cobra Coral possui dois centroavantes rodados. Grafite e Ricardo Bueno têm bagagem suficiente para fazer a diferença, mas não estão dando conta do recado. Cobrados por gols pela torcida, já passou da hora de a dupla chamar a responsabilidade dentro de campo e quem sabe ser decisiva na reta final da competição. Nos últimos quatro jogos, eles atuaram lado a lado e a tendência é que permaneçam como titulares. O fato de o artilheiro do time tricolor na temporada ser o zagueiro Anderson Salles, com nove gols, diz muito sobre a instabilidade do setor ofensivo.
Maior nome do elenco, o veterano Grafite marcou apenas dois gols - o último deles no empate com o Oeste/SP em 2x2, no dia 17 de setembro - desde que retornou ao Arruda para a sua terceira passagem. Até agora, foram 12 jogos, todos como titular, e pouco futebol apresentado. Tanto é que ele foi substituído no segundo tempo das últimas nove partidas. Em todo o ano, só deixou a sua marca três vezes, uma delas quando estava no Atlético/PR, na Libertadores.
Questionado sobre o baixo rendimento do camisa 23, o técnico Marcelo Martelotte saiu em defesa do ídolo da torcida e revelou conversas reservadas com o seu comandado. “Ele mesmo já chegou para mim e disse que eu posso tirá-lo (do time) na hora que eu quiser. Há um bom tempo ele me diz isso. Eu não tiro porque eu não quero”, declarou.
Uma das principais contratações do Santa para a Série B, Bueno vive um longo jejum. Seu derradeiro gol foi há três meses, na derrota para o Paysandu por 2x1, em casa, na 18ª rodada. A seca tem o incomodado e ainda é prejudicial para a equipe. O camisa 99 deseja acabar com a má fase. “Eu fico muito chateado por não balançar as redes, até porque sou contratado para fazer isso. Todo mundo espera que eu faça gols e tenho buscado. Quero voltar a marcar e ajudar o clube a sair dessa situação”, comentou o jogador, que disputou 25 jogos, sendo 16 deles na titularidade, e anotou quatro tentos.
Lidar com a pressão de um clássico não é algo novo para William. O centroavante do Náutico conta no currículo com diversos jogos de "peso" em suas passagens por clubes como Santos, Grêmio, Vitória e Avaí. No Timbu, ele virou a principal esperança de gols após as lesões de Vinícius e Gilmar. Sem Giovanni, camisa 10 que deixou o time nesta semana, o jogador perdeu o último companheiro que poderia ajudar na missão de transformar a cobrança por resultados em uma reação. Nesta Série B, William participou de sete partidas, marcando dois gols. Ao seu lado no ataque, ele tem companheiros de menor força no cenário nacional, como Dico e Rafinha.
Com 23 gols marcados em 32 rodadas, o Náutico, ao lado do ABC/RN, tem o pior ataque da Série B. A carência ofensiva tem sido tão grande que o artilheiro do clube na competição, Vinícius, marcou apenas quatro vezes.
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